Talk show do CNPTC destaca papel transformador das mulheres
O Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas dos Brasil (CNPTC) realizou, nesta segunda-feira (29), o talk show “As Mulheres mudam o mundo”, em comemoração ao “Mês da Mulher”. A presidente do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCMPA), conselheira Mara Lúcia, foi uma das entrevistadas e homenageadas no evento, que teve transmissão aberta pelo canal do CNPTC no Youtube.
A live foi aberta pelo presidente do CNPTC e do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO), conselheiro Joaquim de Castro, que destacou a importância do evento e da atuação das mulheres em todos os setores, inclusive na administração pública, especialmente no sistema Tribunais de Contas.
Também fizeram uso da palavra Ismar dos Santos Vianna, auditor de controle externo do TCE de Sergipe, José Américo da Costa, procurador do TCM de Goiás e presidente da AMPCON, e o presidente da ATRICON, conselheiro Fábio Nogueira, que fizeram saudações às mulheres, especialmente às participantes do evento.
HABILIDADES MÚLTIPLAS
Formada em Direito e Psicologia, a conselheira Mara Lúcia falou sobre sua atuação profissional, citando os cargos de procuradora do Ministério Público de Contas dos Municípios do Pará e de conselheira no TCMPA, onde já desempenhou os cargos de corregedora, ouvidora, vice-presidente, concomitantemente com a diretoria-geral da Escola de Contas de Públicas, e agora presidente.
Ao destacar que no TCMPA 52% dos servidores são mulheres e a maioria dos setores são chefiados por mulheres, Mara Lúcia comentou que o gênero possui peculiaridades e habilidades que têm feito a diferença, pois as mulheres têm uma força muito grande e conseguem abarcar várias tarefas ao mesmo tempo, com minuciosidade e celeridade. Ela citou as conselheiras substitutas Adriana Oliveira e Márcia Costa como exemplos de mulheres valorosas que atuam no TCMPA.
Após comentar momentos difíceis que foram superados, com força de vontade e resiliência, para conseguir conciliar a vida familiar com a vida profissional, a presidente disse que as mulheres não podem se conformar com o que lhe é dado, mas devem lutar pelo que têm direito e mérito. Em sua mensagem final, falou que todas as mulheres têm capacidade para conquistar o que querem, não permitindo que digam o que elas devem ser.
HOMENAGENS
Também foram entrevistadas e homenageadas a ministra Ana Lúcia Arraes de Alencar, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU); a conselheira Cristiana de Castro Moraes, presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP); e a conselheira Lilian de Almeida Veloso Nunes Martins, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI). A conselheira Maria de Lourdes Lima de Oliveira, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) foi homenageada, mas não pode participar do evento devido a um problema familiar.
Um momento especial foi a transmissão de um vídeo em homenagem às mulheres do Sistema TCs do Brasil, tendo como base um poema do servidor José Mendes, bem como a homenagem à servidora Priscila Borges, pela coordenação do evento.
OUTRAS MANIFESTAÇÕES
A ministra Ana Lúcia Arraes destacou que as mulheres têm alcançado conquistas importantes, comprovando que são competentes para assumir qualquer cargo na administração pública e na iniciativa privada, pois são minuciosas e atuam de forma mais participativa, podendo cuidar de muitas tarefas, por serem mais versáteis.
A conselheira Cristiana de Castro Moraes também destacou que as mulheres são competentes e dedicadas em cargos públicos, graças a sua coragem em abrir caminhos para conquistarem seus espaços e se fazerem respeitar, superando os preconceitos que ainda permanecem como obstáculos.
A conselheira Lilian de Almeida Veloso disse que nem uma pessoa deve ser vista por uma história única. Segundo ela, sem igualdade não há democracia e a participação das mulheres nesse processo é fundamental e passa pelo seu empoderamento.
A juíza Patrícia Machado Carrijo, presidente da ASMEGO (Associação dos Magistrados do Estado de Goiás), lamentou o aumento de 400% da violência doméstica contra as mulheres em alguns estados e disse que é preciso ampliar os esforços para reverter esse quadro.
A juíza Renata Gil de Alcântara, presidente da AMG (Associação dos Magistrados Brasileiros), comemorou, como uma “conjunção astral”, o fato de ter aumentado o percentual de mulheres liderando tribunais de contas, que possuem papel relevante no combate à corrupção.
A vice-presidente da ANTC (Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil), Thaísse Craveiro, auditora de controle externo do TCE-CE, ressaltou que as mulheres não podem recuar diante dos desafios, que não são poucos, entre os quais a violência contra as mulheres.
Cibelly Farias, procuradora-Geral do TCE de Santa Catarina e presidente do CNPGC (Conselho Nacional de Procuradores-Gerais de Contas), disse não ver restrições a mulheres no comando de órgãos públicos, mas reconheceu haver alguns entraves. Ela defendeu ação conjunta para incrementar a participação de mulheres como conselheiras dos TCs, uma vez que a maioria dos cargos ainda é ocupada por homens.
A live foi conduzida por Carol Pedroso, mestre de cerimônias do TCE-PR, e o talk show teve como entrevistadora a jornalista paraense Suelen Reis.

